domingo, 13 de julho de 2014

Forrest Gump ao avesso

Sempre penso nessa coisa de escrever a própria história. mas afinal de contas, qual é a hsitória correta a ser contada?
Não sei por que, mas com certa frequência as pessoas vem a mim contar suas histórias, seus problemas. Por que o fazem? Não faço a minima ideia.
Quase sempre pedem desculpa por estarem tomando meu tempo, mas a verdade é que me sinto na obrigação de ouvi-las.
Ouvir as pessoas não me tira nada, e ao mesmo tempo me preenche de histórias Bebo-as, me alimento de suas palavras que vão despejando numa necessidade de expôr alguma coisa que tem guardada dentro de si, viram sua alma do avesso em seus momentos mais sinceros. Vejo a sinceridade ali suspensa por um sopro no ar como uma pena. Acho que faltam pessoas no mundo dispostas a ouvir e serem ouvidas.
Sinto cada palavra dita, na transcrição de uma história, passo a fazer parte dela,  me sinto um pouco importante.
Gosto mesmo de ouvir as pessoas , me faz bem saber que elas se sentem bem em poder dividir esse pedacinho de vida. A bem da verdade nem sei se possuo realmente uma história própria, ou se são montões de pedacinhos que vou colando das histórias dos outros.
Já me disseram mais de uma vez que tenho dificuldade de falar de mim, acho que deve ter relação direta com essa vocação natural para ser um ouvinte colecionador de acontecidos.
Não tenho uma história, tenho muitas, todas elas lindas de uma forma ou outra.

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