quarta-feira, 27 de março de 2013

Tornamo-nos imbecis


Primeiro:

Eu não gosto de funk.
Segundo:
Eu respeito o funk.

(tornamo-nos imbecis)

Eu sempre imaginei que a humanidade caminharia junto com a tecnologia, para frente, evoluindo.
Mas eu estava errado.
O que tenho observado nas redes sociais é um verdadeiro festival da intolerância com o diferente, com o que não pertence ao meu mundo, uma meia volta na evolução da humanidade.
Tornamo-nos juízes do mundo, críticos sem base, cavalos de carroça que só conseguem olhar numa direção, imbecis informatizados.
Falo isso devido ao crescente número de pessoas criticando gêneros musicais populares, como o funk. Pessoas que se julgam cultas, conhecedoras do mundo.
Veem o funk que a mídia vende como vulgar, corruptor de menores, trilha sonora de traficantes, e assimilam aquilo como verdade, sem nem mesmo ir atrás para ver o que é essa cultura, olham de longe e acreditam possuir conhecimento suficiente para julgar. Olham um vídeo no youtube e já atacam em “nome da moral e dos bons costumes”.
Aprenda, aquilo que toca na sua festa de playboy, não é o funk de verdade, não é representação de toda uma cultura de periferia construída ao longo de uma boa dezena de anos no Brasil sob forma de expressar uma série de situações sociais que a população carente vive (e sofre) todos os dias.
Assim como no rock, sertanejo ou mesmo samba, o que está na superfície, é sempre uma merda feita para ganhar dinheiro (merda bóia).
Finja que é uma pessoa esclarecida e dê uma pesquisada antes de fazer papel de retardado, vá mais fundo na cultura alheia antes de sair vomitando suas criticas pseudo acadêmicas ou ainda  publicando imagens com a legenda "é o barulho do meu relho no lombo desses moleque", quando na verdade não passa de um filhinho de papai criado a Ovomaltine e Nutella querendo se achar "gaudério".
A sua cultura musical não é melhor que a de ninguém, o sertanejo universitário ( monstro criado pelo dinheiro) esse sim talvez merecesse uma critica por ser tão autêntico quanto uma nota de 7 reais. Mas mesmo dentro da música sertaneja, longe dos holofotes e da ganância empresarial, irá se achar música de qualidade, representativa e autêntica.
Temos que ser mais tolerantes com a cultura alheia, pois cada vez mais o país vira uma sopa cultural fascinante, de onde pode se obter coisas maravilhosas.
É só fechar a boca e abrir a mente, dá certo, acredite.


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