quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Esporte das massas (de manobra)


Não sou um especialista em futebol, tampouco pretendo ser. Não odeio nem amo .
Porém essa visibilidade que as redes sociais dão ao esporte me fez refletir um pouco sobre o assunto, de forma racional, sem apego a esse ou aquele lado.
É um fanatismo, que se preferir pode chamar de amor, paixão, ou até de disenteria se você quiser, que me chamou  bastante a atenção.
E eis que pergunto para um colega quanto estava custando o ingresso...... num primeiro momento não acreditei, achei que fosse brincadeira, e segui numa sequência de perguntas, camiseta, calção do time etc...
Preços absurdos, valores ridiculamente caros  para produtos que possuem um valor de fabricação relativamente baratos. Uma média de 400% de lucro em cima do valor de produção.
E abro um jornal local (velho, da semana passada) e há uma noticia de um “grupo de investidores externos”  interessados em construir uma “arena” na cidade. Já calculo o valor estratosférico que os ingressos irão alcançar.
O torcedor, é claro, continuará indo no estádio e alimentando esse mercado que cada vez mais se assimila ao de certas igrejas.
Não é questão de esporte, é questão de um mercado que era movido a uma paixão, onde interesseiros colocaram o olho, e hoje virou uma zona de mercado prostituída.
O torcedor não se incomoda, continua com seu fanatismo (ou disenteria, lembra?), alimentando os empresários donos do seu time. Sim donos, o presidente é só uma figura, seu time tem donos, você não torce para um time, torce para uma empresa, trate de assimilar isso.
Todo esse espetáculo circense é só para chamar sua atenção como consumidor, assim como a novela, o reality show e por ai vai. Não tem amor nenhum por esporte ali naquele gramado. Se você acha que tem, me desculpe, mas você é muito ingênuo....
Em tempo, recomendo a leitura do “Futebol ao Sol e a Sombra” de Eduardo Galeano.